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Case Study · Área Técnica

Automação Eletropneumática

Projetos de automação industrial integrando hardware pneumático, CLPs e lógica de controle aplicada em bancadas reais, com foco em eficiência de ciclos e segurança operacional.

O Desafio

Automatizar processos físicos exige a integração de sensores, válvulas pneumáticas e CLPs com lógica ladder rigorosa, garantindo segurança e determinismo em cada ciclo de operação.

🏭 Integração de Hardware Cíclico

Meu primeiro contato com automação física ocorreu durante o Técnico em Mecânica na ETEC, onde a disciplina de Pneumática e Eletropneumática esteve presente em todos os semestres do curso. A formação passou pelas etapas de simulação em software, montagem em painéis simuladores físicos da FESTO e uso de maletas simuladoras educacionais disponíveis na unidade de ensino.

Identificando afinidade com a área, complementei o aprendizado com um curso específico no SENAI, que aprofundou minha base técnica e formalizou os conhecimentos adquiridos na ETEC. Em ambas as instituições, atingi proficiência máxima nas avaliações práticas — e sempre que possível, utilizei os equipamentos fora do horário de aula, com autorização dos professores, para montar circuitos adicionais por iniciativa própria.

Na parte puramente pneumática, desenvolvi domínio sobre os componentes mecânicos do sistema: atuadores de simples e dupla ação, válvulas direcionais, reguladores de pressão, botoeiras, preparadores e filtros de ar, compressores e linhas de distribuição. Com isso, montei circuitos lógicos a ar comprimido que implementavam ciclos automáticos — como atuação por passo único, retorno automático ao fim de curso e sequências combinadas nos painéis simuladores.

Na parte eletropneumática, aprendi a integrar o sistema pneumático à lógica elétrica: sensores de posição simples e magnéticos, sensores de proximidade, válvulas de comando elétrico e circuitos de intertravamento com botoeiras — como os clássicos circuitos de liga/desliga com memória de estado por contato auxiliar, implementados nos painéis elétricos dos simuladores.

Por esses ambientes serem voltados ao aprendizado técnico de nível médio, o contato com IHMs e CLPs/PLCs não fez parte do currículo. Para avançar nessa direção — e trabalhar com a lógica de controle em nível industrial — escolhi a Engenharia de Controle e Automação na UNIFEI, que se encaixou naturalmente à trajetória técnica que já vinha construindo.

Abaixo, apresento alguns registros em vídeo dos ensaios e simulações práticas realizados diretamente nos painéis didáticos e maletas de simulação das instituições de ensino.

(Nota: Gravações brutas realizadas em ambiente de laboratório para fins puramente didáticos).

CLPs Sensores Válvulas Pneumáticas

📸 Evidências e Registros

Ciclo Pneumático Mecânico (Maleta SMC PNEUMATE 200)

Uso de dois atuadores (um de simples ação com retorno por mola e outro de dupla ação). O de dupla ação aciona uma válvula sensor pneumática fim de curso, pilotando o ciclo contínuo sem eletricidade. (Nota: circuito elétrico visível em repouso no painel).

Sequenciamento Eletropneumático Cíclico (Maleta SMC PNEUMATE 200)

Avanço e retorno automático de um atuador de dupla ação alimentado por lógica de relés. Integra sensores de fim de curso elétricos, válvulas solenoides de comando direto e liga/desliga por interruptor.

Ciclo com Sensor de Limite (Painel FESTO)

Uso de atuador de simples ação (retorno por mola) e sensor elétrico que, ao ser atuado, corta a pressão da válvula via circuito solenoide, forçando o retorno cíclico. Demonstra também o controle manual por botoeiras.

Integração Sincronizada (Duas Maletas SMC PNEUMATE 200)

Acoplamento e integração lógica de duas maletas didáticas individuais para coordenar e sincronizar o ciclo simultâneo de avanço e retorno de atuadores de dupla ação.